domingo, 6 de janeiro de 2013

O time ideal para 2013 e o que deve estrear no Carioca contra o Duque de Caxias

Nosso Glorioso, após algumas contratações e outras vendas, parece já ter seu elenco quase pronto para 2013 ─ ou ao menos para o Campeonato Carioca. Faltam só algumas definições, como alguns atletas que estão na lista de negociáveis ─ sobre os quais falarei brevemente no fim do texto ─ e outros que estão perto de assinar.

Dentre as peças já confirmadas, escalei o time fazendo um misto do que eu penso ser o ideal e do que o treinador Oswaldo de Oliveira já demonstrou ser o que prefere em 2012. Primeiro, a formação que deve se confirmar ao longo da temporada (caso o departamento médico e a Juventus de Turim permitam, se é que vocês me entendem).


Para o gol, obviamente, não há o que discutir: Jefferson, o melhor goleiro do Brasil, é nosso titular. 

Na lateral-direita, Lucas, que demonstrou ser um ótimo apoiador no ano passado, apesar de algumas pontuais falhas defensivas. Na esquerda, mesmo com bons (mas esporádicos) jogos de Lima no ano passado e com a chegada de Júlio César (ex-Grêmio), não acredito que Márcio Azevedo irá para a reserva. É um ótimo apoiador, cruza bem e, quando não tira um jogo para deixar uma avenida em seu lado, é um leão na marcação.

Na zaga, caso Dória ─ que está servindo a Seleção Brasileira Sub-20 ─ não seja negociado com a Juventus, sem dúvidas será titular, mesmo com a chegada de Rodrigo Defendi (ex-Vitória de Guimarães), que, creio, também não tirará a vaga do sólido (apesar de nem tanto) Antônio Carlos. A questão da entrada ou não de Defendi no time, na verdade, me parece uma incógnita, visto que o jogador passou por vários importantes clubes europeus como uma grande promessa, mas na última temporada estava no modesto Vitória de Guimarães, de Portugal. É preciso ver como entrará no time. Por enquanto, permaneço com os titulares do fim de 2012.

As maiores complicações para escalar o time, a meu ver, se encontrarão no meio, a começar pelos dois volantes. A briga é grande: Gabriel, Jadson, Lucas Zen, Marcelo Mattos, Renato e ainda Rodrigo Dantas e Fabiano, que correm (muito) por fora. Acredito que Jadson, que fez um ótimo 2012 ─ tanto que foi convocado para defender a Seleção Brasileira no Mundial Sub-20 ─ será titular, ao lado de Marcelo Mattos, caso suas condições físicas permitam. Renato também é um grande volante, mas terminou a última temporada num nível mais baixo do que se espera. Com isso, se Mattos se recuperar, deverá ganhar sua vaga. Se nenhum dos dois estiver bem, Gabriel, outra ótima revelação do ano que passou, é um ótimo candidato, porém muito jovem. Lucas Zen segue se recuperando de grave lesão.

A dificuldade de escalar o time permanece, e até mesmo aumenta, com os três meias de ligação. Ou pelo menos com dois deles, já que Seedorf, indubitavelmente, é titular. Fellype Gabriel não jogou tantas vezes em 2012 quanto se esperava, mas, quando entrou, fez o coração dos alvinegros bater mais rapidamente ─ acompanhado de sorrisos, e não de mãos arrancando os cabelos de raiva. É um dos favoritos de Oswaldo Oliveira e merece a titularidade. O problema de sacramentar sua vaga no onze inicial é que ainda há Andrezinho e Lodeiro. O uruguaio terminou o ano voando, à frente de Andrezinho, mas este já mostrou sua qualidade amiúde. Prefiro não sacramentar o dono da vaga de titular. Com as ótimas peças que temos para o meio-de-campo, a camisa com o escudo mais lindo do mundo estará muito bem defendida com quaisquer deles em campo.

Por fim, para o ataque, mesmo com as chegadas de Henrique (ex-Sport) e Anderson Aquino (ex-Coritiba), já que Oswaldo prefere jogar com um único homem avançado, ainda acho que Bruno Mendes é o indicado para colocar as bolas no fundo das redes adversárias.

No entanto, não é este o time que começará oficialmente a temporada, dia 20/01, contra o Duque de Caxias, às 19:30, no Engenhão. Dória, Jadson e Bruno Mendes estão servindo a Seleção Brasileira Sub-20,  além de Marcelo Mattos ainda ter sua situação física incerta.

Diante disso, resolvi escalar também o time que, ao que imagino, deverá estrear no Campeonato Carioca de 2013.



Diferentemente da equipe que considero a ideal para a temporada, no próximo dia 20 deveremos ter Rodrigo Defendi como titular na defesa ─ apesar de, como eu disse, o atual nível de seu futebol ainda ser uma incógnita, o que fará com que eu não me espante se André Bahia, outra interrogação, começar jogando. Na cabeça-de-área, creio que Renato e Gabriel serão as melhores opções. Já no ataque, acredito que Henrique, artilheiro e Bola de Ouro do último Mundial Sub-20, a priori, vencerá a disputa da vaga de titular com Anderson Aquino, outro bom atacante, proveniente do Coritiba.



POR QUE NÃO OUTROS?



Você pode estar se perguntando por que não citei nomes como Abreu, Elkeson, Brinner, Vítor Júnior, Jobson e Fábio Ferreira. A resposta é simples: alguns já se transferiram e outros ainda sairão. Já partiram na barca: Elkeson, para o Guanghzou Evergrande (China); Vítor Júnior, que volta de empréstimo para o Corinthians; e Brinner, emprestado ao Bahia. Já Abreu e Jobson estão perto de acertar com Nacional (Uruguai) e São Caetano, respectivamente. Fábio Ferreira, para o bem de todos e felicidade geral da nação alvinegra, pediu para ser liberado, mas ainda não está definido para onde vai.


Você pode ter se perguntado também por que eu nem citei Rafael Marques. Na verdade, se você se perguntou isso, peço-lhe uma coisa: deixa de torcer para o Botafogo. Mas, falando sério, mais uma feliz notícia recebida há pouco é que o... o... o... (ele joga de quê? ele joga?)... ele pode negociar sua ida para o Guarani. Que vá com todos os deuses possíveis.

Para finalizar este testamento, vale mencionar a vinda de André Bahia, zagueiro do Samsunspor (Turquia), perto de ser sacramentada. Creio que ele, porém, vem para ser reserva de Antônio Carlos e Dória, disputando a vaga de "primeiro suplente" com Rodrigo Defendi.


Vinícius Franco
botafoguense e colunista do Canal #Sports

domingo, 2 de dezembro de 2012

Empate no clássico é reflexo do ano; saídas, chegadas e permanências.

Admito que não pude assistir ao clássico de ontem entre Botafogo e seu maior rival dos últimos anos, o Fla. Só ouvi e depois vi os melhores momentos, mas ainda assim acho que posso falar um pouco sobre a partida.

Em muitos aspectos, a peleja de ontem refletiu o ano alvinegro ─ e, algumas vezes, o perene espírito botafoguense. O derby começou com a Estrela Solitária brilhando primeiro, com Sassá, que em 2012 mostrou ser um grande atacante das divisões de base do Glorioso e que merece mais chances no time titular há tempos, empurrando a pelota para dentro da meta adversária, demonstrando, mais uma vez, seu faro de gol. Aliás, "Sassalotelli" (como é apelidado, segundo a transmissão da Rádio Globo durante o jogo) é mestre em balançar redes rubronegras: em três jogos contra este adversário (dois deles na Taça OPG de juniores), nosso craque emergente fez quatro gols. Já terá muita gente tremendo ao ouvir seu nome na escalação... E, pra completar o déjà-vu do ano no primeiro gol, a assistência foi do gênio Clarence Seedorf, uma das maiores ─ quiçá a maior ─ alegrias de General Severiano nesta temporada.

Quando parecia que o Botafogo poderia ter um jogo tranquilo, eis que o ano, ou melhor, o espírito do clube, reaparece, lembrando-nos de que não torcemos para o Barcelona: empate, com a costumeira falha da nossa defesa ─ que já é vulnerável com suas principais peças, imagine com Fábio Ferreira e Brinner. Nixon, que renunciou à presidência estadunidense, mas não à irresistível chance de marcar dada pela defesa alvinegra, igualou o marcador. Intervalo, 1x1.

Na volta para o segundo tempo, nosso ídolo holandês precisou ser substituído devido a dores musculares. Vítor Júnior, o baladeiro bom de bola, pisou no relvado do Engenhão. A tristeza pela saída de Seedorf tornou-se alegria com seu substituto quando este marcou mais um tento alvinegro, após linda jogada do lateral Lima pela esquerda, deixando dois urubus depenados para trás. O Glorioso estava à frente no placar mais uma vez: 2x1. Comemoração e alívio ─ um infeliz temporário alívio.

Sem Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Dória, Márcio Azevedo e Elkeson, nosso herói de cada jogo não foi tão heroico assim: mais uma vez cedeu o empate, quando um dos poucos bons jogadores do adversário adiantou-se à marcação do zagueiro alvinegro Brinner ─ o que não é muito difícil ─ e nos abateu novamente. 2x2. Era o espírito do Botafogo no ano dando sua cara mais uma vez: o time pode sair na frente, pode superar um empate, mas a decepção virá; o onze é inconsistente, frágil e pouco aguerrido.

Para finalizar o reflexo do ano no jogo, o adversário ameaçou muito mais até o fim do jogo, criou inúmeras chances e não marcou, e pôde-se perceber pela enésima vez que o ditado "quem não faz, leva" só não se aplica a adversário do dono do escudo mais lindo do mundo.

Falando agora sobre as transferências em General Severiano, comentarei algumas poucas situações em meio aos inúmeros rumores: Oswaldo de Oliveira confirmou que as saídas de Rafael Marques, o "pirulito japonês" (by Zé Fogareiro), e Amaral, um dos piores volantes do alvinegro nos últimos anos, se concretizarão. Grandes reforços para o Glorioso em 2013.

Além disso, o treinador alvinegro, que certamente terá seu contrato renovado, disse que as situações de Fábio Ferreira e Vítor Júnior ainda são incertas. Eu até gostaria que o Vítor Júnior ficasse. O garoto é baladeiro, mas se sua conduta fora de campo for ajustada e não prejudicar seu desempenho como profissional, ele pode contribuir bastante, pois joga um bom futebol. O problema é que o custo para sua permanência seria alto, o que já me deixa em dúvidas se valeria a pena. Já sobre Fábio Ferreira... tem que sair, pra ontem. Péssimo zagueiro, nos deu inúmeras tristezas, decepções e nos deixou imersos na mais pura raiva em diversas ocasiões.

Por fim, parece que Elkeson permanecerá com a Estrela Solitária estampada no peito de seu uniforme ─ pelo menos por enquanto. O meia que virou atacante se transferiria para um clube chinês cujo nome não tenho como lembrar ─  e nem faço questão ─  mas o negócio melou, visto que a diretoria botafoguense não aceitou as condições de pagamento oferecidas. Elkeson, por mais que deixasse patente que não era atacante de origem e nos deixasse em desespero em algumas partidas, no todo  teve um bom desempenho. Pode, sem dúvidas, ser útil ao time se ficar, mas creio que melhor ainda seria a utilização do dinheiro de sua venda para trazer um real goleador, ou até mesmo para manter Bruno Mendes. Se ele ficar, bom. Se sair, ótimo se o dinheiro for bem gasto pela diretoria.

Entremos agora em mais de um mês de crise de abstinência de Botafogo. Ela poderá ser (mal) mitigada a partir do dia 5 de janeiro, quando o Glorioso estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior contra o Santo André. Até lá posto mais sobre a competição. Abraços, alvinegros.


Vinícius Franco
botafoguense e colunista do Canal #Sports

domingo, 18 de novembro de 2012

Faltou regularidade no espírito vencedor, mas o clube tem tudo para fazer um ótimo 2013

Acabou. Não o campeonato de fato, pois ainda faltam duas rodadas ─ e nelas é preciso lutar para conseguir a melhor posição possível na tabela ─ mas as esperanças do Botafogo em relação a seu maior sonho neste fim de Brasileirão 2012: classificação para a Libertadores. Com a vitória do São Paulo sobre o Náutico (2x1) e a derrota do Glorioso frente ao Sport (2x0), fora de casa, anula-se completamente a chance da Estrela Solitária brilhar na maior competição de clubes da América do Sul no ano que vem.

O Botafogo montou um time muito bom durante o ano, principalmente no meio-de-campo, mas, no geral, o time teve um espírito de perdedor que não fez jus às qualidades individuais do elenco. Sim, a meu ver, faltou maior qualidade por parte da comissão técnica ─ com óbvio destaque para o senhor Oswaldo de Oliveira ─ mas não isentemos de culpa a diretoria, posto que, após as saídas de Abreu, Herrera e Caio, só foi contratado um atacante eficiente com poucas rodadas para o fim do campeonato. Minha bronca, todavia, permanece maior sobre o treinador, que, mesmo em jogos nos quais tinha o brilhante Bruno Mendes em campo, mostrou seu pensamento perdedor ─ vide empate diante do Palmeiras (2x2), com grande gosto de derrota, e a incompetência frente ao Sport (0x2).

Pedir um novo treinador? É difícil. Quem viria para o lugar? Não sei. Diante dessa falta de resposta, fica mais difícil pedir a demissão de Oswaldo. Sim, acabei de o criticar, e continuo achando que o "professor" é merecedor das acusações. Contudo, o ano não foi de todo ruim. No Campeonato Carioca, embora tenhamos ficado com o vice de uma forma ridícula (com duas derrotas nas finais), só não fomos melhores que o time que sagrou-se campeão brasileiro. Ademais, o Glorioso, atualmente, é o sexto do campeonato, podendo terminar em 5º, o que mostra a continuidade da lenta evolução (bem lenta e com oscilações, mas evolução) do clube após a volta à Série A, em 2004 ─ desde então, a melhor posição do clube no Brasileirão foi a atual sexta colocação, em 2010 ─ visto que o clube vem brigando, em quase todos os anos, por uma vaga na Libertadores.

Destarte, apesar das decepções de 2012, nas quais Oswaldo de Oliveira teve culpa direta (mas não única), o trabalho não pode ser considerado tão ruim, e sim de regular para bom, o que pode evoluir ainda mais com a tal da continuidade, com a qual nós, brasileiros, estamos tão pouco habituados; e com esse time, dotado de ótimas peças. O elenco carece de alguns reforços, como na defesa e no ataque, mas o que mais posso esperar é que, tanto por parte de quem chega, quanto por parte de quem fica, o espírito vencedor esteja presente, mais do que em 2012.

O Botafogo "botafogueou" como tem feito em quase todos os anos deste século XXI, porém há visíveis evoluções, passíveis de crescimento ainda maior. Que a diretoria aja de forma Gloriosa em 2013. Não peço o fim das emoções e dos sofrimentos, pois jamais pedirei para deixar de ser botafoguense. Só peço a possibilidade de um largo sorriso ao fim de todo o calvário. "Yes, we can", já diria um certo campeão.

Vinícius Franco
botafoguense e colunista do Canal #Sports

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O que sinto nesta quarta-feira de Seleção Brasileira


Em dia de jogo desta Seleção Brasileira, que não desperta nada no coração, na alma, só me resta sentir saudades do meu Glorioso, que, nesse final de campeonato, só vai a campo de 6 em 6 ou 7 em 7 dias; da minha Estrela Solitária, que, cadente ou avultosa, sempre desperta paixão, amor, religião (sem fundamentalismo); que faz aumentar ainda mais todo esse sentimento que, por mais argumentado que seja, é inexplicável em sua integralidade, por mais que os brilhantes Nelson Rodrigues ─ tricolor ─ e Mário Filho se esforçassem:

"Todos os torcedores de futebol se parecem entre si como soldadinhos de chumbo. Têm o mesmo comportamento e xingam, com a mesma exuberância e os mesmos nomes feios, o juiz, os bandeirinhas, os adversários e os jogadores do próprio time. Há, porém, um torcedor, entre tantos, entre todos, que não se parece com ninguém e que apresenta uma forte, crespa e irresistível personalidade. Ponham uma barba postiça num torcedor do Botafogo, dêem-lhe óculos escuros, raspem-lhe as impressões digitais e, ainda assim, ele será inconfundível." (Nelson Rodrigues)

"Ser Botafogo é escolher um destino e dedicar-se a ele. Não se pode ser Botafogo como se é outro clube: você tem que ser de corpo e alma." (Mário Filho)
[ler o incrível texto completo de Mário Filho]

Vinícius Franco
botafoguense e colunista do Canal #Sports

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dória (por enquanto) fica; Alex e Caio podem voltar; novela Grafite volta a ser esboçada; e Beckham valeria a pena?

Segundo o site FutNet, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, rejeitou uma proposta da Juventus (ITA) de 4,5 milhões de euros por nosso jovem zagueiro Dória. Segundo Assumpção, "por essa proposta (...) ele não sai".

A meu ver, é uma atitude correta. Dória tem só 18 anos, é prata-da-casa (com hífen ou sem hífen?) e vem mostrando um grande potencial nos últimos jogos ─ muito, mas muito, superior ao Fábio Ferreira. É preciso segurá-lo. O garoto pode dar colaborações ao time que não se conseguiria com outra contratação para a posição ─ como já se pôde perceber com a já mencionada calopsita, com Brinner e... só, a gente quase não tem zagueiros na reserva. Ademais, mesmo que seja pensando em lucros futuros, daqui a um tempo ele deverá poder ser vendido por um preço bem mais alto. Todavia, prefiro pensar só no ídolo que ele pode se tornar no Glorioso, permanecendo no clube por muito tempo.

Além disso, na mesma notícia, Maurício Assumpção afirma que é possível que Alex (jogando em algum milionário e pífio clube do "mundo árabe") e Caio (emprestado ao rebaixado Figueirense) sejam reintegrados, caso não haja boas propostas de compra.

Vejo os possíveis retornos de Alex e Caio como positivos. Os atacantes, ambos de 22 anos, já adquiriram experiência suficiente em suas passagens por outros clubes e podem contribuir positivamente para o time, que carece de bons jogadores da posição para a reserva. Ainda que o jovem craque Bruno Mendes continue e o ídolo Loco Abreu retorne, seguindo a máxima de que "para ser campeão, um time precisa ter bons reservas", seria importante contar com aqueles. Sobre Rafael Marques... não merece comentários.

E por falar em ataque, renascem os rumores de que Grafite, 33 anos, outro que está embolsando uma grana no "mundo árabe", pode estar na pauta do Botafogo para 2013. Também poderia ser um ótimo reforço, mas é preciso analisar como ele vem jogando, ter cautela, principalmente se Abreu for reintegrado.

E por falar em rumores, após Carlos Alberto Torres revelar que Beckham poderia vir para o Glorioso se as negociações com Seedorf não tivessem dado certo, andam dizendo (assim mesmo, sem fontes seguras, ao que parece) que o meia inglês ainda pode aparecer em General Severiano. Sinceramente? Creio que não valha a pena. O marketing do clube riria à toa, mas o futebol eu já não sei, menos ainda as finanças. Posso estar errado, mas seria muito dinheiro em troca de pouco futebol. Estamos com um meio-de-campo muito bom. Que sejam mantidas as preciosas peças, ou ainda que chegue uma ou outra novidade, mas sem meter os pés pelas mãos. Não há necessidade.

Até mais, Gloriosos. Comentem.


Vinícius Franco
botafoguense e colunista do Canal #Sports

domingo, 12 de agosto de 2012

Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1987

BotafogoO Campeonato Brasileiro de 1987 foi um dos mais controversos da história. Até hoje não se chegou a uma clara definição sobre quem conquistou o título daquele ano: Flamengo, campeão do módulo verde, ou Sport, campeão do módulo amarelo. Além da campanha e da participação do Botafogo, que disputou o módulo verde, cabe uma breve explicação sobre a confusão ocorrida naquele ano entre a CBF e o Clube dos 13.

Conforme a explicação dada pelo comentarista Paulo Vinícius Coelho, toda a confusão começou ainda em 1986. Até aquele ano, os campeonatos estaduais eram classificatórios para o Brasileiro. Naquele ano a CBF prometeu mudar o sistema e criar, para 1987, a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Os 24 melhores de 1986 formariam a Série A do ano seguinte. Entretanto, ao término do campeonato, a CBF mudou de ideia. Primeiro, afirmou que não tinha condições financeiras de promover a competição. Foi quando os grandes se rebelaram e fizeram o movimento que criou o Clube dos 13. Os fundadores (Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro e Bahia) anunciaram que disputariam um campeonato próprio, organizado por eles mesmos.

A CBF, então, se mobilizou e anunciou que faria o campeonato com 40 clubes. Os grandes fizeram uma composição com a CBF, mas criaram a Copa União, com a participação, também, de Santa Cruz, Goiás e Coritiba, completando 16 equipes. A CBF criou o regulamento, que previa o cruzamento de campeão e vice do Módulo Verde (Copa União) com campeão e vice do Módulo Amarelo (a suposta Segunda Divisão). O Clube dos 13 dizia que não disputaria o cruzamento; a CBF dizia que haveria o cruzamento. Essa confusão se deu porque o representante do Clube dos 13 na CBF era Eurico Miranda. Eurico aceitou o acordo com a CBF, mas, quando informou à direção do Clube dos 13, este recusou veementemente. O campeonato começou com a CBF dizendo que haveria o cruzamento e o Clube dos 13 dizendo que não aceitava e que não disputaria.

Nesse ínterim, o Brasil inteiro assistiu à Copa União como sendo o Campeonato Brasileiro, sem dar muita atenção ao que aconteceria no final do ano. A TV Globo transmitia para o Brasil inteiro um jogo por rodada sorteado quinze minutos antes da partida começar, às 17h do domingo. Pernambuco também vivia assim, porque acompanhava o Santa Cruz no campeonato.

E assim o Flamengo venceu a Copa União em decisão diante do Internacional. No mesmo dia, o presidente do Flamengo, Márcio Braga, um dos líderes da criação do Clube dos 13, reafirmou que não haveria cruzamento.
Enquanto isso, no mesmo dia, Guarani e Sport se classificaram para a decisão do Módulo Amarelo, decidido nos pênaltis. O empate persistiu tanto que, ao chegar aos 11x11, nas cobranças de pênalti, os dois presidentes decidiram que o torneio terminaria empatado. Sport e Guarani foram proclamados campeões empatados do Módulo Amarelo pela CBF. Tinham a perspectiva de disputar o cruzamento com Inter e Flamengo.

No início de 1988, a CBF fez a tabela. Sport e Guarani entravam em campo nas partidas marcadas contra Inter e Flamengo. Sem adversário, eram proclamados vencedores por W.O. Na decisão do “Campeonato Brasileiro”, de acordo com a CBF, o Sport enfrentou o Guarani, empatou o jogo de ida por 1x1, em Campinas, venceu em casa por 1x0. A CBF proclamou o Sport campeão brasileiro de 1987. Contudo, até hoje muitos consideram o Flamengo como legítimo campeão, enquanto outros consideram o Sport.

Botafogo em 1987
Acima, foto do Botafogo em 1987. Em pé: Luiz Carlos, Josimar, Wilson Gottardo, Marinho e Renato; agachados: Mazolinha, Derval, Luisinho, Fernando Macaé, Carlos Magno e Berg (foto: http://portoroberto.blog.uol.com.br)

Quanto à participação do Glorioso Alvinegro, conforme dissemos, no Módulo Verde, dentre as 16 equipes o clube carioca terminou em 9º lugar. Os clubes foram divididos em dois grupos e, com as os clubes de um grupo enfrentando os do outro no 1º turno e jogando dentro do próprio grupo no 2º turno. Os campeões de cada grupo em cada turno se classificaram para as semifinais. No 1º turno o Botafogo foi o 4º colocado no Grupo A, mesma colocação obtida no 2º turno. Assim, o Botafogo mais uma vez ficava fora das fases decisivas do Campeonato Brasileiro.

Após ter disputado 15 jogos ao longo do campeonato, o Botafogo venceu quatro, empatou sete e perdeu quatro, marcando onze gols e sofrendo nove. A última partida da equipe no campeonato aconteceu em 21 de novembro de 1987, no Maracanã, que terminou empatada em 2x2. De Lima e Berg marcaram os gols do Botafogo, que entrou em campo escalado pelo técnico Zé Carlos Paulista com a seguinte formação: Jorge Lourenço; Josimar, Wilson Gottardo, Mongol e Vágner; Luizinho (Carlos Magno), Carlos Alberto Santos e Berg; Mazolinha, Jefferson Gaúcho e Maurício (De Lima). Veja abaixo toda a campanha do Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1987.

1º Turno
12/09, Botafogo 1x0 Goiás
19/09, Fluminense 1x1 Botafogo
24/09, Botafogo 0x0 Internacional
27/09, Cruzeiro 1x1 Botafogo
01/10, Vasco 1x0 Botafogo
07/10, Botafogo 0x0 Santos
12/10, São Paulo 0x2 Botafogo
18/10, Coritiba 1x1 Botafogo

2º Turno
24/10, Flamengo 1x0 Botafogo
28/10, Botafogo 0x0 Atlético-MG
02/11, Grêmio 0x2 Botafogo
07/11, Botafogo 1x0 Corinthians
11/11, Santa Cruz 1x0 Botafogo
14/11, Palmeiras 1x0 Botafogo
21/11, Botafogo 2x2 Bahia

Referências: RSSSF Brasil e Futpedia

domingo, 5 de agosto de 2012

Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1986

O ano de 1986 seria mais um de péssimas recordações para os alvinegros. A campanha ruim da equipe, com apensa seis vitórias em 26 partidas foi suficiente para nada mais do que um pífio 31º lugar na principal competição nacional, ficando o Glorioso eliminado ainda na segunda fase.

Participaram do Campeonato Brasileiro de 1986 um total de 48 clubes, sendo que quatro deles vieram do Torneio Paralelo, que funcionou como uma espécie de 2ª divisão naquele ano. As equipes foram divididas em quatro grupos na 1ª fase, dos quais sete de cada se classificaram para a fase seguinte. Junto as 28 equipes classificadas aos campeões dos grupos do Torneio Paralelo, tinha-se os 32 clubes que disputariam a 2ª fase. Devido a várias confusões e disputas na Justiça, envolvendo clubes como Joinville, Vasco e Portuguesa, a CBF acabou colocando 36 clubes na 2ª fase, que foram divididos em quatro grupos. Os quatro melhores de cada um avançaram para as oitavas-de-final e, daí em diante, em fases eliminatórias até a decisão, que se deu entre São Paulo e Guarani, culminando no segundo título nacional da equipe tricolor.

Alemão
Acima, foto do jogador Alemão, um dos poucos destaques do Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1986 (foto: http://datafogo.blogspot.com.br).

Na 1ª fase o Botafogo ficou apenas na 7ª colocação dentre as onze equipes D, o que, ainda assim, lhe garantiu vaga na 2ª fase. Agora, num grupo com nove equipes, o alvinegro carioca fez uma campanha ainda pior do que na fase anterior, terminando apenas em 8º lugar, chegando a perder seis partidas consecutivas.

Após ter disputado 26 jogos campeonato daquele ano, o Botafogo foi eliminado com seis vitórias, dez empates e dez derrotas, marcando 21 gols e sofrendo 28. A última partida, onde o Botafogo não mais tinha chances de classificação, foi diante do Palmeiras, em jogo realizado já em janeiro de 1987. Naquele dia, no Maracanã, o Botafogo venceu por 1x0 e foi dirigido pelo técnico Joel Martins, que colocou em campo com a seguinte formação: Luís Carlos; Josimar, Zé Luís, Osvaldo, Zé Roberto, Rogério, Isaac, Derval, Fernando Macaé, Maurício e Antônio Carlos. Veja abaixo toda a campanha do Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1986.

1ª Fase
31/08, Comercial-MS 1x1 Botafogo
06/09, Botafogo 2x0 Fortaleza
10/09, Botafogo 0x0 Nacional-AM
13/09, Vitória 0x0 Botafogo
18/09, Botafogo 2x1 Alecrim
24/09, CSA 1x1 Botafogo
30/09, Palmeiras 2x0 Botafogo
02/10, Portuguesa 2x1 Botafogo
05/10, Botafogo 2x4 Atlético-MG
07/10, Botafogo 2x0 Santa Cruz

2ª Fase
22/10, Botafogo 1x1 Joinville
25/10, Botafogo 2x0 Treze
29/10, Bangu 1x0 Botafogo
06/11, Ponte Preta 1x0 Botafogo
09/11, Palmeiras 3x2 Botafogo
12/11, América-RJ 2x1 Botafogo
16/11, Botafogo 2x3 Santos
20/11, São Paulo 5x0 Botafogo
23/11, Treze 0x1 Botafogo
26/11, Botafogo 0x0 Ponte Preta
30/11, Santos 0x0 Botafogo
04/12, Botafogo 0x0 América-RJ
07/12, Botafogo 0x0 São Paulo
10/12, Joinville 1x0 Botafogo
13/12, Botafogo 0x0 Bangu
29/01/87, Botafogo 1x0 Palmeiras

Referências: RSSSF Brasil e Futpedia

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1985

BotafogoA década de 1980 parecia mesmo não ser a do Botafogo, tendo tido, até então, somente uma boa campanha, quando foi semifinalista em 1981. E o Campeonato Brasileiro de 1985 também não foi nada animador para a torcida alvinegra. O Botafogo foi eliminado ainda na primeira fase e terminou o campeonato na 24ª colocação entre os 44 participantes.

O Campeonato Brasileiro de 1985, conforme dito acima, teve a participação de 44 clubes. O regulamento mudou neste ano, ficando as equipes divididas em quatro grupos: os grupos A e B com 10 equipes cada, teoricamente as equipes mais forte; os grupos C e D com 12 equipes cada, teoricamente as equipes de pior colocação no ranking da CBF. No entanto, a quantidade de clubes classificados de cada grupo era a mesma, com quatro de cada passando para a 2ª fase, onde estas 126 equipes foram divididas em quatro grupos. O líder de cada grupo classificava-se para a fase semifinal e os vencedores foram para a decisão. Assim, o Coritiba terminou com o título numa final “exótica” diante do Bangu, conquistando seu primeiro título nacional.

Botafogo em 1983
Acima, foto do Botafogo no Maracanã em 1985 (fonte: http://voudekombi.blogspot.com.br).

O Botafogo terminou apenas na sexta colocação no Grupo A na 1ª fase, não tendo sido o campeão do grupo em nenhum dos dois turnos e, assim, não conseguiu classificar-se para a fase seguinte. No 1º turno o alvinegro carioca terminou na 5ª colocação do grupo e, no 2º turno, terminou em 4º lugar. O Glorioso ficou, portanto, fora do grupo de 16 equipes classificadas para a 2ª fase do Campeonato Brasileiro daquele ano e, novamente, adiando o sonho da conquista do título da competição.

Após ter disputado 20 jogos ao longo do campeonato, o Botafogo foi eliminado com nove vitórias, dois empates e nove derrotas, marcando 26 gols e sofrendo 36. Na última partida do campeonato, já sem chances de classificação, o Botafogo derrotou a Portuguesa por 2x1 no Maracanã, com gols marcados por Helinho e Renato. Naquele dia o alvinegro entrou em campo com a seguinte formação: Luís Carlos; Josimar, Leiz, Brasília e Vágner; Berg, Alemão e Ademir Fonseca (Ataíde); Renato, Helinho e Antônio Carlos (Cláudio). No comando da equipe estava o técnico Abel Braga. Veja abaixo toda a campanha do Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1985.

1ª Fase - 1º Turno
27/01, Botafogo 3x1 Goiás
31/01, Botafogo 1x1 Bahia
03/02, Internacional 2x0 Botafogo
06/02, São Paulo 3x1 Botafogo
10/02, Botafogo 2x1 Flamengo
13/02, Santos 2x2 Botafogo
23/02, Botafogo 0x2 Náutico
27/02, Botafogo 1x3 Cruzeiro
03/03, Vasco 1x3 Botafogo
06/03, Portuguesa 0x1 Botafogo

1ª Fase - 2º Turno
09/03, Goiás 4x1 Botafogo
13/03, Bahia 2x0 Botafogo
16/03, Botafogo 1x0 Internacional
20/03, Botafogo 3x1 São Paulo
24/03, Flamengo 6x1 Botafogo
27/03, Botafogo 1x0 Santos
30/03, Náutico 1x2 Botafogo
07/04, Cruzeiro 3x0 Botafogo
10/04, Botafogo 1x2 Vasco
13/04, Botafogo 2x1 Portuguesa

Referências: RSSSF Brasil e Futpedia

sábado, 28 de julho de 2012

Enfim uma nova vitória, mas sem convencer

Após 4 jogos sem vencer, sendo 3 sem balançar a rede adversária, enfim o Glorioso, que não pode perder pra ninguém, volta somar três pontos na tabela do Brasileirão. No terceiro jogo do grande craque Clarence Seedorf, o holandês vê, de dentro do campo, um gol da Estrela Solitária.

Os últimos quatro jogos do Botafogo foram, sem dúvidas, marcados por graves erros da defesa e pelo fraco poder ofensivo da equipe. Mesmo quando os alvinegros criavam boas jogadas, o ataque, com Elkeson e/ou Rafael Marques, não aproveitava. O time que, no início, chegou a ter o melhor ataque no campeonato, agora era um dos mais inócuos.

Tal situação não mudou nem mesmo com a chegada de Seedorf, que começou tímido mas desde o início com boas participações. Boas, não milagrosas ─ ele não pode jogar sozinho. As atuações do holandês foram melhorando, mas nosso ataque não aproveitava.

Hoje, contra o Figueirense, no Engenhão, o novo ídolo da torcida mais Gloriosa do mundo mostrou que seu desempenho com a camisa mais Gloriosa do mundo só melhora ─ e impressiona. "Sidão" é um grande craque, uma peça valiosíssima no meio-de-campo, possui uma técnica muito superior à dos outros (do campeonato) e é um grande líder ─ como demonstrou até no fim do jogo, quando reuniu o time para que todos agradecessem à torcida (que compareceu em pequeno número) e saíssem juntos.

A atuação de Seedorf, no entanto, destoou do time como um todo, que continuou inócuo, vulnerável, sem alma, sedento por melhorias em inúmeros aspectos. O gol foi marcado num chute de Andrezinho de fora da área, que desviou num zagueiro adversário e matou o goleiro. Fora isso, o time criou mais algumas chances, especialmente com o craque holandês e com Márcio Azevedo ─ que, ao contrário de grande parte do time, também melhora a cada partida. E sofreu algumas pressões do fraquíssimo Figueirense.

É preciso melhorar muito para realmente poder brigar por algo grande. Seedorf é um craque, Jefferson é o melhor goleiro do Brasil, Andrezinho é muito bom, Márcio Azevedo é um ótimo lateral, Renato também joga demais, mas não é o suficiente. A defesa ainda é fraca e o ataque, com o improvisado Elkeson e o ainda nulo Rafael Marques, não vai bem. É difícil contratar grandes nomes agora, uma vez que a janela de contratações internacionais fechou ─ todavia, vale lembrar que o meia Lodeiro ainda se apresentará. Oswaldo terá que quebrar muito a cabeça.

Além disso, é preciso destacar as defesas salvadoras de Jefferson após vacilos absurdos de Fábio Ferreira; Brinner, que veio da reserva (Antônio Carlos suspenso) e foi eficiente em lances importantes; e o anencéfalo Vítor Júnior, que foi expulso após infantilmente meter a mão na bola para evitar um contra-ataque e levar o segundo amarelo ─ merece ser multado.

A próxima partida do Glorioso será o jogo de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana, dia 1º de agosto, na Arena Barueri (SP), contra o Palmeiras.


Vinícius Franco
botafoguense e colunista do Canal #Sports
Twitter: @franconio

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1984

Pelo terceiro ano consecutivo o Botafogo fazia praticamente a mesma campanha no Campeonato Brasileiro. Assim como nas duas edições anteriores, em 1984 o Botafogo novamente foi mal e terminou eliminado ainda na 2ª fase da competição. Mais uma vez fora das fases eliminatórias, o sonho da conquista do título nacional era adiado por mais um ano.

Do Campeonato Brasileiro de 1984 participaram 41 clubes de todo o Brasil, sendo divididos em oito grupos na 1ª fase. Classificaram-se os três melhores de cada e os quartos colocados teriam que disputar a repescagem para tentar conquistar as últimas vagas na fase seguinte. No total, 32 equipes se classificaram para a 2ª fase e foram divididas em oito grupos de quatro equipes. As duas melhores de cada grupo garantiram vaga nas oitavas-de-final, seguindo o campeonato em fases eliminatórias até decisão, que teve, pela primeira vez, um clássico carioca: Fluminense x Vasco. A equipe tricolor levou a melhor e conquistou o título brasileiro daquele ano, sendo o terceiro título seguido para um clube do Rio de Janeiro no Campeonato Brasileiro.

Botafogo em 1984
Acima, foto do Botafogo no Maracanã em 1984, com elenco já posterior ao do Campeonato Brasileiro daquele ano (fonte: http://bandeirasbotafoguenses.blogspot.com.br).

Na 1ª fase do campeonato o Botafogo ficou em 2º lugar no Grupo H, atrás apenas do Santa Cruz, garantindo a classificação para a fase seguinte. Na 2ª fase os adversários do alvinegro carioca foram Coritiba, América-RJ e Operário-MT. O Botafogo chegou à última rodada ainda com chances de classificação mas foi derrotado de forma patética pelo fraco Operário em casa por 1x0, sendo novamente eliminado nesta fase, assim como em 1982 e 1983, e ficando de fora das oitavas-de-final. Caso tivesse vencido, teria obtido a classificação.

Após ter disputado somente 14 partidas ao longo do campeonato, o Botafogo foi eliminado com cinco vitórias, cinco empates e quatro derrotas, marcando 14 gols e sofrendo 11. No último confronto do campeonato, na já mencionada derrota ridícula por 1x0 para o Operário-MT, em jogo disputado no Estádio de São Januário, o Botafogo entrou em campo com a seguinte escalação: Paulo Sérgio; Josimar, Caxias, Cristiano e Paulo César Prates; Nininho (Cláudio), Demétrio e Berg; Cláudio Adão, Djalma Bahia e Té. O técnico da equipe era Didi. Veja abaixo toda a campanha do Botafogo no Campeonato Brasileiro de 1984.

1ª Fase
01/02, Portuguesa 0x1 Botafogo
05/02, Botafogo 0x1 Santa Cruz
09/02, Botafogo 2x0 Auto Esporte-PI
12/02, Moto Club 1x1 Botafogo
15/02, Auto Esporte-PI 1x2 Botafogo
22/02, Botafogo 0x1 Moto Club
25/02, Botafogo 0x0 Portuguesa
29/02, Santa Cruz 1x2 Botafogo

2ª Fase
11/03, Operário-MT 1x1 Botafogo
15/03, Botafogo 3x1 Coritiba
18/03, Botafogo 0x0 América-RJ
21/03, Coritiba 1x1 Botafogo
24/03, América-RJ 2x1 Botafogo
01/04, Botafogo 0x1 Operário-MT

Referências: RSSSF Brasil e Futpedia